
Como apuramos este guiaFontes, datas da conferência e o que não pôde ser reconfirmado
🏷️ Preços consultados em 09/10/2026 direto na API oficial do Mercado Livre (anúncios ativos na ficha de catálogo de cada produto). Custo por Wh e por ciclo calculados pelo BikeGear a partir do menor preço ativo, da energia (volts x amperes-hora) e dos ciclos declarados pela ficha ou pelo fabricante. Fichas com um único anúncio podem mudar de preço ou sumir a qualquer momento: confira valor, versão, conector e reputação do vendedor no link antes de comprar. Para a bateria Shimano, o único anúncio da data era de vendedor sem vendas registradas. · Preços verificados automaticamente em 9 de outubro de 2026
O BikeGear não tem vínculo comercial com as marcas analisadas: a análise é independente. Este guia tem links de afiliado: se você comprar por eles, o BikeGear recebe uma comissão sem custo extra pra você.Saiba como trabalhamos.
Resposta direta: analisamos 8 modelos neste guia e a nossa escolha é Nicoll 48V 15Ah Ciclo Profundo (kit com 4 baterias de chumbo), a R$ 1.089,00 na última verificação. Preços verificados em 9 de outubro de 2026.
Resposta direta: em 09/10/2026, uma bateria de bicicleta elétrica custava de R$ 600,61 (kit de três baterias de chumbo para bike de 36 V) a R$ 6.000,00 (bateria Shimano de lítio de 630 Wh), passando por R$ 952,84 a R$ 1.519,05 nos kits de chumbo de 48 V e R$ 1.990,00 numa de lítio de 36 V e 378 Wh, segundo os anúncios ativos no catálogo do Mercado Livre consultados na API oficial. Para comparar duas baterias, esqueça a voltagem sozinha e faça a conta que decide: volts x amperes-hora = watt-hora (Wh), a energia de verdade. Cada 100 Wh rendem de 5 a 14 km, conforme a velocidade e o quanto você pedala junto. E carregue sempre com um carregador que termine na mesma tensão da bateria: errar esse número é o jeito mais rápido de encurtar a vida dela ou de provocar um incêndio.
Quem procura bateria quase sempre está numa de duas situações: a da bike parou de segurar carga e chegou a hora da troca, ou a bike ainda nem foi comprada e a ficha técnica virou sopa de letrinhas (36V, 48V, 15Ah, 630 Wh, 13S). Este guia resolve as duas, na ordem: a conta que transforma especificação em quilômetro e em reais, quanto cada tipo de bateria dura, como saber se uma bateria serve na sua bike e, porque é a dúvida que mais dá prejuízo, quando o carregador paralelo pode e quando não pode ser usado.
Para a bike que roda com quatro baterias de 12 V, o formato das elétricas estilo scooter de 48 V que as próprias fichas citam (Sousa, Duos, Bike Pop, Veloster, Lev), a nossa escolha é o kit Nicoll 6-DZM-15 48V 15Ah, a R$ 1.089,00 em 09/10/2026: é a única ficha de chumbo desta seleção que diz quantos ciclos a bateria aguenta e em que condição. Quem quer mais energia por real olha o kit GT Power 48V 16Ah, a R$ 987,00. Em lítio, o topo é a Shimano STEPS BT-E8036, que só serve em bike com sistema Shimano. E fechando a lista, dois carregadores que mostram na prática a diferença entre o certo e o arriscado.
Um aviso de método antes da lista: não instalamos nem medimos estas baterias em bancada. O trabalho é análise técnica, cruzando a ficha do catálogo oficial do Mercado Livre, o material dos fabricantes (Shimano, Bosch, Samsung, Yuasa e A123), estudos de consumo publicados e a legislação, com os preços conferidos em 09/10/2026 direto na API oficial da plataforma. Bateria guarda muita energia num volume pequeno: o tom aqui é de cuidado, não de alarme, e toda regra de segurança vem com a fonte.
Comparativo: bateria e carregador de bicicleta elétrica
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#8As 8 opções de bateria e carregador de bicicleta elétrica, uma a uma
Nicoll 48V 15Ah Ciclo Profundo (kit com 4 baterias de chumbo)

É o formato de bateria das elétricas estilo scooter de 48 V: quatro baterias de 12 V e 15 Ah ligadas em série, que somam 48 V e 720 Wh. A ficha do catálogo traz o modelo NC 6-DZM-15, chumbo-ácido selado (VRLA, com separador AGM), livre de manutenção, com 15,1 x 9,8 x 10,3 cm e 4,3 kg por bateria. O título cita a Sousa 350W, mas o que decide se o kit serve na sua bike são as medidas da caixa, o conector e a tensão de 48 V, não o nome do modelo.
O motivo de ser a nossa escolha está numa linha que as concorrentes não têm: a ficha declara 400 a 600 ciclos a 100% de profundidade de descarga. Parece pouco perto dos 1.500 ciclos que outras marcas anunciam, e é justamente o contrário: é o único número de vida útil desta seleção de chumbo que diz em que condição foi medido. Com ele dá para fazer a conta que interessa, e ela fecha em R$ 1,82 a R$ 2,72 de desgaste por ciclo completo ao preço de R$ 1.089,00. Para dar escala, na série cíclica REC da Yuasa a mesma bateria vai de 300 ciclos descarregando 100% para 1.400 descarregando 25%: quem recarrega antes de esvaziar ganha vida útil.
Contra ele pesa o que pesa contra todo chumbo: 17,2 kg no conjunto, ou 42 Wh por quilo, contra 180 Wh por quilo da bateria de lítio da Shimano desta lista. Em 09/10/2026 a ficha tinha 2 anúncios, de R$ 1.089,00 e R$ 1.098,00, os dois com frete grátis e vendedores de reputação verde (API oficial do Mercado Livre). Troque as quatro de uma vez, sem misturar bateria nova com usada (aviso que a ficha da Rontek, outra marca do segmento, faz questão de dar), e carregue com carregador de chumbo de 48 V, como o Nicoll desta lista.
Pontos fortes
- Única ficha de chumbo da seleção que declara ciclos com critério: 400 a 600 a 100% de descarga
- 720 Wh por R$ 1.089,00: R$ 1,51 por Wh e R$ 1,82 a R$ 2,72 por ciclo completo
- Selada VRLA com separador AGM, livre de manutenção
- 2 anúncios com frete grátis e vendedores de reputação verde em 09/10/2026
Pontos de atenção
- 17,2 kg no conjunto: 42 Wh por quilo, um quarto da densidade do lítio
- A ficha não diz com quanto de capacidade a bateria chega ao fim dos 400 a 600 ciclos
- O título cita a Sousa 350W: confira medidas da caixa e conector antes de comprar
- Só serve em bike de chumbo de 48 V, com carregador de chumbo
| Modelo de cada bateria | NC 6-DZM-15, 12 V 15 Ah (código da ficha do fabricante) |
| Química | Chumbo-ácido VRLA (AGM), ciclo profundo |
| Configuração | 4 x 12 V 15 Ah em série = 48 V |
| Energia | 720 Wh |
| Ciclos declarados | 400 a 600 a 100% de profundidade de descarga (ficha) |
| Custo por Wh | R$ 1,51 (menor preço em 09/10/2026) |
| Custo por ciclo | R$ 1,82 a R$ 2,72 |
| Peso | 4,3 kg por bateria, 17,2 kg no kit |
| Medidas de cada bateria | 15,1 x 9,8 x 10,3 cm |
| Carregador | De chumbo, 48 V (o Nicoll desta lista termina em 59,2 V). Nunca de lítio |
GTPower 12V 16Ah Ciclo Profundo (kit com 4 baterias de chumbo, 48V)

O kit da GT Power é a alternativa direta ao da Nicoll: o mesmo formato de quatro baterias de 12 V em série para bike de 48 V, com 1 Ah a mais em cada uma. São 768 Wh contra 720, e em 09/10/2026 ele custava menos, R$ 987,00 no anúncio mais barato da ficha. Dá R$ 1,29 por Wh, o menor custo por energia entre os kits de 48 V desta lista. A ficha traz o modelo GTP-16EV, linha ciclo profundo, 15 x 10 x 10 cm e 4,3 kg por bateria, e lista as bikes em que ele entra: Sousa, Duos, Bike Pop, Veloster, Bio Bike, Lev, Dropboard e Eco Bikes.
O que separa este kit do primeiro lugar é um número que falta. A ficha promete energia estável "mesmo após várias recargas", mas não declara quantos ciclos a bateria aguenta nem com que profundidade de descarga. Sem isso não dá para calcular o custo por ciclo, que é o que mostra se a economia na compra se paga ao longo da vida da bateria. Repare também que a ficha registra para a de 16 Ah o mesmo peso da Nicoll de 15 Ah, 4,3 kg: não prova nada, mas vale perguntar ao vendedor de onde vem o ampere-hora a mais.
Na data, os 2 anúncios iam de R$ 987,00 a R$ 997,00, com frete grátis. O mais barato vinha de loja oficial com reputação verde e selo platinum; o outro, de vendedor com uma única venda registrada. Para a bike de chumbo de 48 V que roda pouco e precisa de bateria barata, é a compra que mais entrega energia por real.
Pontos fortes
- 768 Wh por R$ 987,00: R$ 1,29 por Wh, o menor custo por energia entre os kits de 48 V
- A ficha lista as bikes compatíveis (Sousa, Duos, Bike Pop, Veloster, Lev e outras)
- Anúncio mais barato de loja oficial com reputação platinum e frete grátis
Pontos de atenção
- Não declara ciclos nem profundidade de descarga: impossível calcular o custo por ciclo
- Mesmo peso declarado da Nicoll de 15 Ah para uma bateria de 16 Ah
- 17,2 kg no kit, como todo chumbo de 48 V
- O segundo anúncio era de vendedor com uma única venda registrada
| Modelo de cada bateria | GTP-16EV, 12 V 16 Ah |
| Química | Chumbo-ácido, linha ciclo profundo |
| Configuração | 4 x 12 V 16 Ah em série = 48 V |
| Energia | 768 Wh |
| Ciclos declarados | Não informa |
| Custo por Wh | R$ 1,29 (menor preço em 09/10/2026) |
| Peso | 4,3 kg por bateria, 17,2 kg no kit |
| Medidas de cada bateria | 15 x 10 x 10 cm |
| Bikes citadas na ficha | Sousa, Duos, Bike Pop, Veloster, Bio Bike, Lev, Dropboard, Eco Bikes |
Bikelete 12V 15Ah (kit com 3 baterias, para 36V)

O kit da Bikelete é para a outra metade das elétricas de chumbo: as de 36 V, que usam três baterias de 12 V em vez de quatro. São três baterias de 15 Ah, que somam 540 Wh, a R$ 600,61 em 09/10/2026. Na conta crua é o menor custo por energia desta lista inteira, R$ 1,11 por Wh, e o anúncio vinha de loja oficial com reputação platinum e mais de 35 mil vendas, com frete grátis.
O problema está no número de vida útil. A ficha anuncia "durabilidade de até 1500 ciclos", e a ficha da Rontek, outra marca de 12 V para bike, repete o mesmo número. Nenhuma das duas diz com que profundidade de descarga. Isso muda tudo: na série cíclica REC da Yuasa, a mesma bateria faz 300 ciclos descarregando 100% e 1.400 descarregando só 25%. Os 1.500 ciclos do anúncio podem valer para descarga rasa e não dizer nada sobre a bike que você esvazia todo dia. A Nicoll declara 400 a 600 ciclos a 100%, um número menor e mais útil.
Há um segundo ponto a conferir. A ficha deste kit registra 3,6 kg por bateria, enquanto a ficha de cinco baterias da mesma Bikelete, mesmo modelo de 12 V e 15 Ah, registra 4,3 kg. Uma das duas está errada, e vale perguntar ao vendedor qual é o peso real antes de comprar. A ficha faz um alerta pertinente: bateria vendida como ciclo profundo sem ser pode inchar em poucos meses de uso numa bike. Garantia declarada: 90 dias.
Pontos fortes
- R$ 1,11 por Wh: o menor custo por energia da lista, para bike de 36 V
- Loja oficial com reputação platinum, mais de 35 mil vendas e frete grátis
- A ficha lista bikes compatíveis (Duos, Bike Pop, Veloster, Bio Bike, Lev, Dropboard)
Pontos de atenção
- "Até 1.500 ciclos" sem dizer a profundidade de descarga: número que não dá para comparar
- Fichas da própria marca divergem no peso: 3,6 kg ou 4,3 kg por bateria
- Garantia de 90 dias
- Só para bike de 36 V, com três baterias
| Química | Chumbo-ácido, ciclo profundo |
| Configuração | 3 x 12 V 15 Ah em série = 36 V |
| Energia | 540 Wh |
| Ciclos declarados | "Até 1.500", sem profundidade de descarga |
| Custo por Wh | R$ 1,11 (09/10/2026) |
| Peso | 3,6 kg por bateria na ficha do kit (4,3 kg na ficha de 5 unidades) |
| Medidas de cada bateria | 15,1 x 9,9 x 10,3 cm |
| Garantia | 90 dias |
Moura 12V 9Ah VRLA (kit com 4 baterias, 48V)

A Moura é um nome forte de bateria no Brasil, e é justamente por isso que este kit pede leitura atenta. São quatro baterias 12MVA-9, de 12 V e 9 Ah, seladas (VRLA) com separador AGM, 2,7 kg cada. Em série dão 48 V e 432 Wh, 40% menos energia que os kits de 15 Ah desta lista, num corpo de 6,5 cm de largura contra 9,8 cm da Nicoll: pode sobrar espaço na caixa de bateria da sua bike.
A própria descrição do anúncio diz para que a linha foi feita: "aplicações estacionárias", com nobreak, alarme, circuito fechado de TV e caixa eletrônico encabeçando a lista. Bicicleta elétrica aparece no fim. Bateria estacionária passa a maior parte da vida cheia e parada, esperando a falta de energia; numa bike ela é descarregada fundo quase todo dia. A ficha não declara ciclos, então não há como comparar a vida útil dela com a da Nicoll, que declara.
A conta de preço também não ajuda. Em 09/10/2026 a ficha tinha 2 anúncios, de R$ 952,84 e R$ 1.519,05, ambos com frete grátis e vendedores de reputação verde. Mesmo no mais barato, sai a R$ 2,21 por Wh, o pior custo por energia entre os kits de chumbo desta lista, perto do dobro do kit GT Power. Faz sentido se a sua bike foi projetada para baterias de 9 Ah e a caixa não aceita as de 15 Ah; fora disso, há opção melhor nesta página.
Pontos fortes
- Marca nacional conhecida, com bateria selada VRLA (AGM) livre de manutenção
- Mais leve e estreita que os kits de 15 Ah: 10,8 kg no conjunto
- 2 anúncios com frete grátis em 09/10/2026
Pontos de atenção
- A descrição posiciona a linha para uso estacionário (nobreak, alarme), não para descarga diária
- 432 Wh: 40% menos energia que um kit de 48 V 15 Ah
- R$ 2,21 por Wh no anúncio mais barato, o pior custo por energia entre os kits de chumbo
- Não declara ciclos
| Modelo de cada bateria | 12MVA-9, 12 V 9 Ah |
| Química | Chumbo-ácido VRLA (AGM), linha estacionária |
| Configuração | 4 x 12 V 9 Ah em série = 48 V |
| Energia | 432 Wh |
| Ciclos declarados | Não informa |
| Custo por Wh | R$ 2,21 (menor preço em 09/10/2026) |
| Peso | 2,7 kg por bateria, 10,8 kg no kit |
| Medidas de cada bateria | 15,1 x 6,5 cm, com 9,5 ou 9,8 cm de altura (a ficha traz as duas) |
| Aplicações na descrição | Nobreak, alarme, CFTV, caixas eletrônicos e, por último, bicicletas elétricas |
Ecovolts Íon de Lítio 36V 10.5Ah (formato garrafa)

Entre as baterias de lítio com marca identificável que a nossa sondagem do catálogo encontrou com anúncio ativo, esta é a mais barata: a Ecovolts de 36 V e 10,5 Ah, formato garrafa (encaixa no tubo do quadro, como uma caramanhola), com 378 Wh, BMS de proteção, 32,9 x 9,9 x 9,1 cm e 2,94 kg. A descrição usa o código Nicoll NGR36105 e cita células Chilwee. Os 129 Wh por quilo dela, contra 42 do kit de chumbo da Nicoll, resumem por que as bikes de pedal assistido usam lítio: a mesma energia pesa um terço.
O anúncio também vende a ideia de converter bike de chumbo para lítio, e é aí que mora o cuidado. Trocar de química não é só trocar a caixa: o carregador muda junto. No 48 V a diferença está nas fichas desta lista: o carregador de chumbo da Nicoll termina em 59,2 V, e uma bateria de lítio de 13 células tem que parar em 54,6 V. No 36 V a lógica é a mesma, com o lítio de 10 células parando em 42,0 V. Converter exige carregador de lítio novo e a confirmação, com o fabricante da bike, de que o controlador aceita a faixa de tensão do lítio. A ficha não declara número de ciclos nem tipo de conector, e a primeira linha da descrição fala em carregador sem deixar claro se ele vem na caixa: pergunte antes.
Em 09/10/2026 a ficha tinha um único anúncio, a R$ 1.990,00, sem frete grátis, de vendedor com reputação verde e mais de 1.500 vendas. São R$ 5,26 por Wh, 3,5 vezes o custo por energia do kit Nicoll: é o preço de carregar um terço do peso.
Pontos fortes
- Lítio a 129 Wh por quilo: a energia do chumbo com um terço do peso
- BMS de proteção declarado e formato garrafa, removível para carregar em casa
- Medidas declaradas (32,9 x 9,9 x 9,1 cm) para conferir o encaixe antes
- Vendedor com reputação verde e mais de 1.500 vendas
Pontos de atenção
- R$ 5,26 por Wh, 3,5 vezes o custo por energia do kit Nicoll
- A ficha não declara ciclos nem conector
- Não deixa claro se o carregador vem incluso
- Anúncio único em 09/10/2026, sem frete grátis
| Modelo | NGR36105 (linha Ecovolts da Nicoll) |
| Química | Íon de lítio, com BMS |
| Configuração | 36 V 10,5 Ah |
| Energia | 378 Wh |
| Formato | Garrafa (tubo do quadro), removível |
| Ciclos declarados | Não informa |
| Custo por Wh | R$ 5,26 (09/10/2026) |
| Peso | 2,94 kg |
| Medidas | 32,9 x 9,9 x 9,1 cm |
| Carregador | De lítio 36 V. Confira na etiqueta a tensão final (42,0 V numa bateria de 10 células) |
Shimano STEPS BT-E8036 630 Wh (lítio, integrada ao quadro)

A BT-E8036 é a bateria de quem já tem uma bike elétrica com sistema Shimano STEPS e precisa de reposição ou de uma segunda bateria. Integrada ao tubo inferior do quadro, tem 36 V, 17,5 Ah e 630 Wh, e a Shimano declara que ela mantém mais de 60% da capacidade depois de 1.000 ciclos de carga completa. É o dado de vida útil mais completo desta lista: diz quantos ciclos e quanto sobra no fim. Pela ficha, pesa 3,5 kg, o que dá 180 Wh por quilo, quatro vezes a densidade do chumbo.
Com esses números a conta de custo fecha: R$ 6.000,00 divididos por 1.000 ciclos dão R$ 6,00 de desgaste por ciclo. Numa bike de pedal assistido rodando a 7,3 Wh/km, a média medida num estudo alemão de campo, e supondo que a capacidade caia de forma linear até os 60%, cada ciclo rende uns 69 km, a bateria inteira algo perto de 69 mil km, e o desgaste fica em cerca de R$ 8,70 a cada 100 km. A irmã mais antiga, a BT-E8020 de 504 Wh, tinha um anúncio a R$ 6.500,00 na mesma data: a 8036 entrega mais energia por menos, R$ 9,52 contra R$ 12,90 por Wh.
Agora o que segura a nota. Ela não é universal: funciona só em sistema Shimano STEPS compatível, com os suportes BM-E8030 ou BM-E8031 e os carregadores EC-E6002 ou EC-E8004, segundo a Shimano. A versão japonesa da mesma referência tem 583 Wh, então confira a etiqueta. E o único anúncio da ficha em 09/10/2026, a R$ 6.000,00 com frete grátis, vinha de vendedor sem nenhuma venda registrada. Numa peça desse valor, confirme com o vendedor o número de série, a nota fiscal e se a bateria é nova, e não feche negócio fora da plataforma.
Pontos fortes
- Vida útil declarada com critério: mais de 60% da capacidade após 1.000 ciclos
- 630 Wh em 3,5 kg: 180 Wh por quilo
- R$ 6,00 por ciclo e R$ 9,52 por Wh, mais barata por energia que a BT-E8020 de 504 Wh
- Integrada ao tubo inferior, com interruptor liga e desliga do sistema
Pontos de atenção
- Só funciona em sistema Shimano STEPS, com suporte e carregador da lista da marca
- O único anúncio em 09/10/2026 era de vendedor sem nenhuma venda registrada
- R$ 6.000,00: mais que o menor preço da Caloi E-Vibe Easy Rider inteira (R$ 4.539,60) na mesma data
- A versão japonesa da mesma referência tem 583 Wh: confira a etiqueta
| Química | Íon de lítio |
| Configuração | 36 V 17,5 Ah |
| Energia | 630 Wh |
| Ciclos declarados | 1.000, com mais de 60% da capacidade no fim (Shimano) |
| Custo por Wh | R$ 9,52 (09/10/2026) |
| Custo por ciclo | R$ 6,00 |
| Peso | 3,5 kg (ficha) |
| Suportes compatíveis | BM-E8030-A/B, BM-E8031-A/B |
| Carregadores compatíveis | Shimano EC-E6002 e EC-E8004 |
Carregador Nicoll 48V 59,2V para bateria de chumbo

Se a sua bike é de chumbo de 48 V e o carregador morreu, este é o substituto mais fácil de achar com boa procedência: a ficha de catálogo tinha 9 anúncios ativos em 09/10/2026, de R$ 174,00 a R$ 229,00, seis deles no Full do Mercado Livre, todos com frete grátis e vendedores de reputação verde. A ficha declara saída de 59,2 V, entrada bivolt de 100 a 240 V, uso em baterias de chumbo-ácido de 10 a 15 Ah e modo flutuante, o estágio que mantém a bateria de chumbo cheia depois da carga.
Os 59,2 V são o número que importa, e é por causa dele que este carregador está neste guia. Divididos pelas quatro baterias, dão 14,8 V para cada uma de 12 V, a tensão que a Nicoll usa para carregar chumbo VRLA. E é exatamente isso que o torna perigoso numa bateria de lítio de 48 V: uma bateria de 13 células tem que parar em 54,6 V, e 59,2 V empurrariam cada célula para cerca de 4,55 V, acima dos 4,2 V que o datasheet da célula permite. O BMS deveria cortar antes, mas o BMS é a última barreira, não o carregador. Quem converteu a bike para lítio precisa aposentar este carregador junto com as baterias velhas.
Dois cuidados de compra. A ficha não declara a corrente; outra ficha da Nicoll, de um carregador de 48 V e 59,2 V com as mesmas medidas, declara 2 A. E o conector não aparece na ficha: compare o plugue com o do carregador antigo antes de pagar, porque não existe padrão único entre marcas de bike.
Pontos fortes
- 9 anúncios em 09/10/2026, de R$ 174,00 a R$ 229,00, seis no Full e todos com frete grátis
- Saída de 59,2 V para bateria de chumbo de 48 V, com modo flutuante
- Entrada bivolt automática, de 100 a 240 V
- Ficha clara sobre a química: chumbo-ácido, de 10 a 15 Ah
Pontos de atenção
- Exclusivo para chumbo: numa bateria de lítio de 48 V é sobrecarga
- A ficha não declara a corrente nem o tipo de conector
- Indicado para 10 a 15 Ah: para o kit GT Power de 16 Ah, confirme com a Nicoll
| Tipo | Carregador para chumbo-ácido (VRLA) de 48 V |
| Tensão de saída | 59,2 V |
| Entrada | 100 a 240 V, bivolt |
| Baterias indicadas | 10 a 15 Ah |
| Modo | Flutuante |
| Corrente | Não declarada nesta ficha (2 A em ficha irmã da Nicoll) |
| Medidas | 17 x 9,8 x 6 cm |
| Nunca usar em | Bateria de lítio |
Carregador de lítio 48V 54,6V 3A (paralelo)

Este é o carregador paralelo típico de bateria de lítio de 48 V, e entrou no guia para mostrar como se lê um. A ficha acerta o essencial: saída de 54,6 V, que é exatamente 13 células de lítio a 4,2 V, corrente de 3 A, entrada bivolt, ventoinha e proteções declaradas contra sobretensão, sobrecorrente, curto-circuito e temperatura, com LED que vai do vermelho ao verde. Em 09/10/2026 a ficha tinha 3 anúncios, de R$ 160,00 a R$ 200,00, todos com frete grátis.
Agora os sinais amarelos, que valem para qualquer paralelo. O conector vem descrito como "Padrão Bafang / pino DC / XT60 / XLR (verificar variante)": são quatro encaixes diferentes, e cabe a você descobrir qual chega e se a polaridade bate com a da sua bateria. A ficha preenche a marca como Bafang, mas o texto trata o aparelho como compatível com sistemas Bafang, não como peça da Bafang. E os vendedores variavam muito: o anúncio mais barato era de conta sem nenhuma venda, o do meio tinha 22 vendas, e só o mais caro, a R$ 200,00, vinha de vendedor com reputação verde e mais de 1.600 vendas.
Quando ele serve: bateria de lítio de 13 células (48 V nominais) cujo carregador original também marca 54,6 V na etiqueta, com corrente original igual ou maior que 3 A, e conector conferido com multímetro antes da primeira carga. Quando não serve: bateria de 52 V (14 células, carga em 58,8 V), que nunca chegaria a encher; qualquer bateria de chumbo; e sistemas fechados como Shimano e Bosch, que pedem o carregador da lista do fabricante.
Pontos fortes
- Saída de 54,6 V, a tensão exata de carga de uma bateria de lítio de 13 células
- Proteções declaradas contra sobretensão, sobrecorrente, curto e temperatura, com ventoinha
- 3 anúncios de R$ 160,00 a R$ 200,00, todos com frete grátis
Pontos de atenção
- Conector descrito como "verificar variante": Bafang, pino DC, XT60 ou XLR
- Marca preenchida como Bafang, mas o texto diz apenas compatível com Bafang
- Só o anúncio de R$ 200,00 vinha de vendedor com histórico; o mais barato era de conta sem vendas
- Não serve para 52 V, para chumbo nem para sistemas fechados (Shimano, Bosch)
| Tipo | Carregador para lítio de 48 V (13 células) |
| Tensão de saída | 54,6 V |
| Corrente | 3 A |
| Entrada | 100 a 240 V, bivolt |
| Proteções declaradas | Sobretensão, sobrecorrente, curto-circuito, temperatura |
| Conector | Bafang, pino DC, XT60 ou XLR, conforme a variante |
| Peso | 710 g |
| Marca na ficha | Bafang (o texto diz "compatível com sistemas Bafang") |
Como escolher bateria e carregador de bicicleta elétrica
Bateria de bicicleta elétrica: a conta que decide é volts vezes amperes-hora
Anúncio de bateria destaca a voltagem, e a voltagem sozinha não diz quanto a bike anda. Quem diz é a energia, em watt-hora (Wh), e ela sai de uma multiplicação: volts x amperes-hora = watt-hora. Uma 48V 10Ah tem 480 Wh; uma 36V 12Ah tem 432 Wh. A de 48 V tem mais energia, mas não por ser de 48 V: o kit Moura desta lista, de 48 V e 9 Ah, fica nos mesmos 432 Wh da 36V 12Ah.
Para transformar Wh em quilômetro falta o consumo, e aqui usamos medição, não número de anúncio. O projeto alemão Pedelection (relatório final de 2015) instalou registradores de dados nas bikes de 70 participantes, a maioria de pedal assistido limitado a 25 km/h, e mediu média de 0,73 kWh a cada 100 km, ou 7,3 Wh/km. Para as speed pedelecs, que assistem até 45 km/h, um artigo de pesquisadores da KU Leuven apresentado no simpósio EVS30, em 2017, relata consumo medido entre 10 e 20 Wh/km em estradas planas da Bélgica. A diferença tem física por trás: o mesmo artigo mostra que manter 25 km/h no plano e sem vento pede cerca de 170 W, e 45 km/h pede 815 W. Bike de acelerador, que anda sem ajuda da perna, tende a ficar mais perto do teto dessa faixa.
| Bateria | Energia | A 7,3 Wh/km | A 10 Wh/km | A 20 Wh/km |
|---|---|---|---|---|
| 36V 10,5Ah | 378 Wh | 52 km | 38 km | 19 km |
| 48V 9Ah | 432 Wh | 59 km | 43 km | 22 km |
| 36V 12Ah | 432 Wh | 59 km | 43 km | 22 km |
| 48V 10Ah | 480 Wh | 66 km | 48 km | 24 km |
| 36V 15Ah | 540 Wh | 74 km | 54 km | 27 km |
| 48V 12Ah | 576 Wh | 79 km | 58 km | 29 km |
| 36V 17,5Ah | 630 Wh | 86 km | 63 km | 32 km |
| 48V 15Ah | 720 Wh | 99 km | 72 km | 36 km |
| 48V 20Ah | 960 Wh | 132 km | 96 km | 48 km |
A tabela é o teto, com bateria nova e descarregada até o fim. Peso do ciclista e da carga, nível de assistência, subida, vento contra, arrancadas e pneu murcho empurram o resultado para a coluna da direita. E a autonomia que o fabricante anuncia costuma estar à esquerda da tabela: a Shimano fala em 100 km no modo normal para a bateria de 504 Wh, o que daria 5 Wh/km.
Chumbo, lítio NMC ou LiFePO4: o que cada química entrega
Três químicas aparecem em bike elétrica no Brasil, e elas mudam o peso, a vida útil e o carregador.
Chumbo-ácido (VRLA, AGM ou gel). É a das elétricas estilo scooter: três baterias de 12 V para 36 V, quatro para 48 V. É barata por Wh e pesada: o kit de 48 V da Nicoll pesa 17,2 kg para 720 Wh, cerca de 42 Wh por quilo. A vida útil depende muito de quanto você descarrega: a Nicoll declara 400 a 600 ciclos com descarga total, e a série cíclica REC da Yuasa vai de 300 ciclos a 100% de descarga para 1.400 a 25%. Para bike, peça bateria de ciclo profundo, feita para descarregar fundo todo dia, e não a estacionária de nobreak.
Lítio NMC (o íon de lítio comum). É a das bikes de pedal assistido e das baterias removíveis de garrafa ou de quadro. Cada célula carrega até 4,2 V, segundo o datasheet da célula Samsung INR18650-35E, que declara ainda pelo menos 60% da capacidade depois de 500 ciclos em teste de laboratório. Montada em bateria completa, com BMS e gerenciamento, a Shimano declara mais de 60% depois de 1.000 ciclos para a BT-E8036. Nas fichas desta lista, o lítio fica entre 129 e 180 Wh por quilo.
LiFePO4 (fosfato de ferro-lítio). Mais rara em bike: na nossa sondagem do catálogo, as LiFePO4 que apareceram eram baterias de sistema solar, de 24 V e 48 V com 100 Ah ou mais, não de bicicleta. A célula tem tensão nominal de 3,3 V e carrega até 3,6 V, e o datasheet da A123 ANR26650M1-B declara mais de 1.000 ciclos com descarga total. O ponto prático: por ter outra tensão por célula, ela pede carregador próprio, e uma LiFePO4 de 48 V não usa o carregador de uma NMC de 48 V.
Vida útil da bateria: quantos ciclos e o que encurta
Os fabricantes contam a vida útil em ciclos de carga completa. Os números desta lista: chumbo de ciclo profundo da Nicoll, 400 a 600 ciclos descarregando 100%; Shimano BT-E8036, mais de 60% da capacidade depois de 1.000 ciclos. Para quem faz uma carga completa por dia útil, uns 250 ciclos por ano, o chumbo esvaziado todo dia dura de um ano e meio a dois anos e meio, e a Shimano, uns quatro anos até chegar aos 60%.
O que encurta, segundo o guia de cuidados da Bosch, que vale para o lítio em geral:
- Calor. A Bosch pede para estacionar a bike na sombra ou em local fresco, e o guia de baterias da marca põe o armazenamento acima de 30 °C na lista do que encurta a vida; entre 0 e 20 °C é o que prolonga.
- Ficar muito tempo parada cheia ou vazia. Para guardar por semanas, a recomendação é carga entre 30% e 60%, em local seco, em temperatura ambiente, longe de material inflamável e num cômodo com detector de fumaça.
- Descarregar até zero com frequência. Está na lista do que evitar.
- Carregar fora da faixa de temperatura. A bateria da Bosch só aceita carga entre 0 e 40 °C; no frio, a orientação é carregar e guardar em temperatura ambiente e encaixar na bike só na hora de sair.
No chumbo, dois pontos pesam: descarga funda encurta a vida, como mostra a tabela da Yuasa, e o conjunto deve ser trocado inteiro, sem misturar bateria nova com usada (aviso que a Rontek repete na ficha dela).
Quanto custa uma bateria de bicicleta elétrica hoje
Medimos em 09/10/2026, na API oficial do Mercado Livre, o menor preço ativo de cada bateria desta lista e cruzamos com a energia e com o número de ciclos que a própria ficha ou o fabricante declaram. Sai o custo por Wh, que compara bateria como se compara preço por litro, e o custo por ciclo, que mostra quanto de bateria você gasta a cada carga completa.
| Bateria | Tipo | Energia | Menor preço | R$ por Wh | Ciclos declarados | R$ por ciclo | Wh por kg |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Bikelete (kit com 3) | Chumbo 36V | 540 Wh | R$ 600,61 | 1,11 | "até 1.500", sem critério | não comparável | 50 |
| GT Power GTP-16EV (kit com 4) | Chumbo 48V | 768 Wh | R$ 987,00 | 1,29 | não informa | sem dado | 45 |
| Nicoll 6-DZM-15 (kit com 4) | Chumbo 48V | 720 Wh | R$ 1.089,00 | 1,51 | 400 a 600, descarga total | 1,82 a 2,72 | 42 |
| Moura 12MVA-9 (kit com 4) | Chumbo 48V | 432 Wh | R$ 952,84 | 2,21 | não informa | sem dado | 40 |
| Ecovolts NGR36105 | Lítio 36V | 378 Wh | R$ 1.990,00 | 5,26 | não informa | sem dado | 129 |
| Shimano BT-E8036 | Lítio 36V | 630 Wh | R$ 6.000,00 | 9,52 | 1.000, mais de 60% no fim | 6,00 | 180 |
| Shimano BT-E8020 | Lítio 36V | 504 Wh | R$ 6.500,00 | 12,90 | 1.000, mais de 60% no fim | 6,50 | 165 |
Três leituras. Primeiro, o chumbo sai de 3,5 a 6,3 vezes mais barato por Wh que o lítio desta lista (comparando o kit Nicoll com a Ecovolts e com a Shimano BT-E8036), e paga isso em peso: 42 contra 129 a 180 Wh por quilo. Segundo, a maioria das fichas não declara ciclos, e sem ciclo não existe custo por ciclo: das sete, só três dão um número com critério. Terceiro, o custo por quilômetro aproxima as químicas mais do que o preço sugere. Supondo que a capacidade caia de forma linear até 60% no fim da vida (média de 80%), a Shimano numa bike de pedal assistido a 7,3 Wh/km sai a cerca de R$ 8,70 de bateria a cada 100 km. O kit Nicoll fica entre R$ 2,30 e R$ 3,45 a cada 100 km no mesmo consumo, e entre R$ 6,30 e R$ 9,45 a 20 Wh/km, o teto da faixa medida na Bélgica. Para o chumbo a conta é otimista, porque a ficha não diz com quanto de capacidade a bateria chega ao fim dos 400 a 600 ciclos.
Fora da tabela, dois preços ajudam a calibrar. Uma bateria de lítio de 48 V e 20 Ah sem marca rastreável (a ficha diz KhUkhu e não tem descrição nenhuma) aparecia a R$ 1.439,00, ou R$ 1,50 por Wh: preço de chumbo com promessa de lítio e nenhum dado para conferir. E o carregador de 36 V e 2 A da Sense, para os modelos Impulse e Breeze, custava R$ 474,05, mais que o dobro dos carregadores desta lista.
Bateria de bicicleta elétrica 48V: chumbo de 4 x 12 V ou lítio de 13 células
"48V" no anúncio pode ser duas coisas que não se misturam. No chumbo, são quatro baterias de 12 V em série, carregadas por um carregador de chumbo: o da Nicoll desta lista termina em 59,2 V. No lítio, são 13 células em série (o "13S" dos anúncios), e a carga tem que parar em 54,6 V, que é 13 vezes os 4,2 V do limite da célula. Existe ainda a bateria de 52 V, com 14 células e carga em 58,8 V, que aparece misturada nos mesmos anúncios: uma ficha da sondagem oferecia "48v 20ah/52v 20ah" no mesmo título.
O jeito mais rápido de saber o que você tem é ler a etiqueta do carregador original: 54,6 V é lítio de 13 células; 58,8 V é lítio de 14 células (52 V); e o carregador de chumbo de 48 V da Nicoll marca 59,2 V. Para 36 V, o lítio de 10 células para em 42,0 V.
A outra conta do 48 V é a de corrente, e ela é física pura: potência = tensão x corrente. Um motor de 350 W a 48 V puxa cerca de 7,3 A; um de 1.000 W, cerca de 21 A. Bateria de lítio de reposição tem que ter BMS que aguente a corrente do seu controlador, e esse número precisa estar na ficha ou na etiqueta.
Como saber se a bateria serve na sua bike
- Tensão nominal igual à original. 36 V com 36 V, 48 V com 48 V. Tensão diferente só com o aval do fabricante da bike ou do controlador.
- Mesma química, ou conversão feita por inteiro. Trocar chumbo por lítio exige carregador de lítio novo e a confirmação de que o controlador aceita a faixa de tensão do lítio.
- Corrente que o BMS aguenta. Pela conta de cima: 1.000 W a 48 V pedem uns 21 A contínuos.
- Conector e polaridade. Não há padrão único: XT60, Anderson, XLR, pino DC, tripolar. Confira com multímetro qual pino é o positivo antes de ligar; adaptador improvisado é o caminho clássico para inverter a polaridade.
- Encaixe físico. Garrafa, bagageiro, caixa sob o banco ou tubo inferior: meça antes. Só entre os kits de chumbo desta lista, a Moura de 9 Ah tem 6,5 cm de largura e a Nicoll de 15 Ah, 9,8 cm.
- Sistema fechado. Shimano, Bosch e outros sistemas de marca conversam com a bateria: vale só a referência da lista do fabricante. Para a BT-E8036, a Shimano lista os suportes BM-E8030 e BM-E8031. A CPSC, agência de segurança de produtos dos Estados Unidos, recomenda usar só bateria de reposição que o fabricante do aparelho confirme como adequada.
- Conjunto de chumbo da mesma idade. Troque as três ou as quatro de uma vez.
Carregador de bicicleta elétrica: tensão final, corrente e conector
A etiqueta de qualquer carregador traz três números que importam. A tensão de saída (output), que é a tensão final da carga e tem que ser idêntica à da bateria. A corrente, em ampères, que define a velocidade da carga: mais ampères carregam mais rápido e esquentam mais. E o conector, com a polaridade. Bivolt na entrada (100 a 240 V) é o normal e não muda nada na bateria.
Sobre a corrente, o datasheet da célula Samsung INR18650-35E é didático. A carga padrão dela é de 1,7 A, o teste de vida útil é feito com carga de 1,02 A, e o máximo de 2 A vem com uma observação: não vale para a vida útil declarada. Ou seja, carregar mais forte do que o projeto prevê não queima a bateria na hora, mas gasta ciclos. O mesmo datasheet limita a carga a temperaturas entre 0 e 45 °C.
Carregador paralelo (genérico) pode encurtar a vida da bateria?
Pode, e em alguns casos faz coisa pior que encurtar. Mas paralelo não é sinônimo de ruim: o problema é o paralelo errado. Cinco pontos decidem.
- Tensão de corte. Tem que ser igual à do original. Acima, é sobrecarga: o carregador de chumbo de 59,2 V numa bateria de lítio de 13 células daria cerca de 4,55 V por célula, acima dos 4,2 V do datasheet. Abaixo, a bateria nunca enche: um 54,6 V numa bateria de 52 V para cada célula em 3,9 V, o que não é perigoso, mas tira autonomia. No caminho inverso, um carregador de lítio de 54,6 V num kit de chumbo de 48 V entrega 13,65 V por bateria, abaixo dos 14,8 V que a Nicoll usa: o chumbo nunca chega à carga completa prevista pelo fabricante.
- Corrente. Igual ou menor que a do original. Corrente maior aquece mais e, pelo datasheet da célula, sai da condição em que a vida útil foi medida.
- Conector e polaridade. Encaixar não prova nada. Paralelo vendido com "verificar variante" no conector, como o desta lista, exige conferir com multímetro antes da primeira carga.
- BMS. O BMS corta sobrecarga e sobrecorrente na bateria de lítio, mas é proteção de último recurso. Contar com ele para corrigir um carregador errado é apostar a segurança na última barreira.
- Risco de incêndio. A CPSC registrou 156 relatos de incêndio e de incidentes térmicos envolvendo carregadores "universais" de micromobilidade entre 1º de janeiro de 2023 e 16 de maio de 2024. A orientação da agência, de setembro de 2024, é usar só o carregador que veio com o aparelho ou um substituto indicado pelo fabricante. A Bosch diz o mesmo para as baterias dela: carregar com o carregador original Bosch.
Quando o paralelo é aceitável, com todas as condições juntas: mesma química; mesma tensão final do original, lida na etiqueta; corrente igual ou menor; conector igual, com a polaridade conferida; proteções declaradas (sobretensão, sobrecorrente, curto e temperatura); e vendedor com histórico e nota fiscal.
Quando não é: em sistema fechado (Shimano, Bosch e afins), em que vale a lista do fabricante; no carregador "universal" com seletor de tensão ou que promete servir em tudo; na conversão de chumbo para lítio aproveitando o carregador velho; e em bateria estufada, com cheiro, que esquenta demais ou que levou pancada, que não se recarrega com carregador nenhum até ser avaliada. Em qualquer caso, a CPSC pede para estar presente durante a carga e nunca carregar enquanto a casa dorme.
A lei: o limite de 1.000 W é do motor, não da bateria
A confusão é comum: a Resolução 996/2023 do Contran define bicicleta elétrica, no artigo 2º, inciso III, como a que tem motor auxiliar com potência nominal de até 1.000 W, funciona só com pedalada, não tem acelerador e corta a assistência em 32 km/h. O texto da resolução não fala em bateria: não há limite de tensão nem de capacidade. Trocar uma bateria de 15 Ah por uma de 20 Ah não muda a categoria da bike; o que muda é motor acima de 1.000 W, acelerador ou velocidade acima de 32 km/h. O detalhe das três categorias da lei está no nosso guia sobre se bicicleta elétrica precisa de CNH.
Descarte: onde deixar a bateria velha
Bateria de bike, de chumbo ou de lítio, não vai no lixo comum nem na reciclagem doméstica. A Lei 12.305/2010, a Política Nacional de Resíduos Sólidos, obriga no artigo 33, inciso II, fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de pilhas e baterias a estruturar a logística reversa, com retorno do produto depois do uso e de forma independente do serviço público de limpeza. Na prática: ao comprar a bateria nova, pergunte ao vendedor como ele recebe a usada, e não deixe a velha esquecida na garagem.
Para transportar uma de lítio, cubra os terminais com fita isolante e não leve bateria estufada ou danificada junto com outras.
Perguntas frequentes sobre bateria e carregador de bicicleta elétrica
Quanto custa uma bateria de bicicleta elétrica?
Em 09/10/2026, no catálogo do Mercado Livre (API oficial), os preços iam de R$ 600,61, num kit de três baterias de chumbo para bike de 36 V, a R$ 6.000,00, numa bateria Shimano de lítio de 630 Wh. Os kits de chumbo de 48 V ficavam entre R$ 952,84 e R$ 1.519,05, e uma bateria de lítio de marca identificável, de 36 V e 378 Wh, custava R$ 1.990,00. Para comparar, divida o preço pelos Wh (volts x amperes-hora): o chumbo saía de R$ 1,11 a R$ 2,21 por Wh, e o lítio de marca identificável, de R$ 5,26 a R$ 12,90 por Wh.
Quanto tempo dura a bateria de uma bicicleta elétrica?
Depende da química e de quanto você descarrega. A bateria de chumbo de ciclo profundo da Nicoll declara 400 a 600 ciclos descarregando 100%, o que dá de um ano e meio a dois anos e meio para quem esvazia a bateria todo dia útil. A Shimano declara que a BT-E8036, de lítio, mantém mais de 60% da capacidade depois de 1.000 ciclos, uns quatro anos no mesmo ritmo. Calor, ficar muito tempo cheia ou vazia e descarregar até zero com frequência encurtam a vida, segundo o guia de cuidados da Bosch.
Carregador paralelo (genérico) pode estragar a bateria?
Pode, se a tensão final, a corrente ou o conector não forem iguais aos do original. Tensão acima é sobrecarga: um carregador de chumbo de 59,2 V numa bateria de lítio de 13 células levaria cada célula a cerca de 4,55 V, acima dos 4,2 V do limite. Corrente acima gasta ciclos. A CPSC, dos Estados Unidos, registrou 156 relatos de incêndio e incidentes térmicos com carregadores "universais" entre janeiro de 2023 e maio de 2024. Paralelo só é aceitável com mesma química, mesma tensão final, corrente igual ou menor, conector e polaridade conferidos e proteções declaradas, e nunca em sistema fechado como Shimano e Bosch.
Qual carregador usar numa bateria de bicicleta elétrica de 48V?
Depende da química, e a etiqueta do carregador original resolve. Bateria de lítio de 48 V (13 células) usa carregador de 54,6 V; bateria de 52 V (14 células), de 58,8 V; e um kit de chumbo de 48 V usa carregador de chumbo, como o Nicoll de 59,2 V desta lista. Os três não são intercambiáveis. Confira também a corrente, que deve ser igual ou menor que a do original, e o conector, com a polaridade.
Dá para trocar a bateria de chumbo por uma de lítio?
Dá, mas não é só trocar a caixa. Você precisa de um carregador de lítio novo (o de chumbo termina numa tensão alta demais para o lítio), de uma bateria cujo BMS aguente a corrente do controlador e da confirmação, com o fabricante da bike, de que o controlador aceita a faixa de tensão do lítio. Em troca, o peso cai muito: nas fichas desta lista, o chumbo tem cerca de 42 Wh por quilo e o lítio, de 129 a 180.
Quantos km anda uma bateria de 48V?
Depende dos amperes-hora e de quanto você pedala. Multiplique volts por amperes-hora para ter os Wh e divida pelo consumo. Uma 48V 15Ah tem 720 Wh: a 7,3 Wh/km, a média medida num estudo alemão com bikes de pedal assistido, dá até 99 km; a 20 Wh/km, o teto medido em speed pedelecs na Bélgica, cerca de 36 km. Bike de acelerador, que anda sem ajuda da perna, tende a ficar perto do número menor.
Posso deixar a bateria da bike elétrica carregando a noite toda?
Não é recomendado. A CPSC, agência de segurança de produtos dos Estados Unidos, orienta estar presente durante a carga e nunca carregar enquanto se dorme, porque muitos incêndios com baterias de lítio em casa começaram à noite, durante a carga. A Bosch recomenda desligar bateria e carregador da tomada depois da carga e manter a bateria num cômodo com detector de fumaça, longe de material inflamável.
Onde descartar a bateria velha da bicicleta elétrica?
Nunca no lixo comum nem na reciclagem doméstica. A Lei 12.305/2010 (Política Nacional de Resíduos Sólidos), no artigo 33, obriga fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de pilhas e baterias a manter a logística reversa, ou seja, a receber o produto depois do uso. Ao comprar a bateria nova, pergunte ao vendedor como ele recebe a usada. Para transportar uma de lítio, cubra os terminais com fita isolante.
Veredito: qual comprar
Fechando do jeito mais direto. Para a bike de chumbo de 48 V, a Nicoll 6-DZM-15 é a compra que menos erra: R$ 1.089,00 em 09/10/2026, 720 Wh e o único número de vida útil desta seleção de chumbo que vem com critério, 400 a 600 ciclos com descarga total, ou R$ 1,82 a R$ 2,72 de desgaste por ciclo. Quem quer o máximo de energia por real vai de GT Power 16Ah, a R$ 987,00, sabendo que a ficha não diz quantos ciclos ela aguenta. Bike de 36 V de chumbo tem no kit Bikelete a energia mais barata da lista, com o asterisco dos "1.500 ciclos" sem critério. A Moura 12MVA-9 só faz sentido se a sua caixa foi feita para 9 Ah. Em lítio, a Ecovolts é a porta de entrada com marca identificável, e a Shimano BT-E8036 é a reposição certa para quem tem sistema STEPS, desde que o vendedor prove a procedência.
E o carregador decide tanto quanto a bateria. O Nicoll de 59,2 V é o substituto certo para chumbo de 48 V e o errado para lítio. O paralelo de 54,6 V serve numa bateria de lítio de 13 células se a tensão final, a corrente e o conector baterem com os do original. Antes de comprar qualquer um dos dois, leia a etiqueta do carregador que veio com a sua bike: o número que está ali vale mais que qualquer promessa de "universal". Escolher a bateria certa é metade da decisão; carregar do jeito certo é a outra metade. Se a dúvida é se a e-bike compensa no lugar do carro, a calculadora carro x bicicleta elétrica faz a conta com o seu trajeto, já com o desgaste da bateria incluído. Bom pedal.
Ver a nossa escolha: Nicoll 48V 15Ah Ciclo Profundo (kit com 4 baterias de chumbo) →
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